quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A maturidade revelada no caos - Aprendendo com o Homem Jesus...


É fácil reagirmos e pensarmos com lucidez quando o sucesso bate à nossa porta, mas é difícil conservarmos a serenidade quando as perdas e as dores da existência nos invadem. Muitos, nessas situações, revelam irritabilidade, intolerância e medo. Se quisermos observar a inteligência e a maturidade de alguém, não devemos analisá-las na primavera, mas no inverno de sua existência. 
Houve um homem que não se abalava ao ser contrariado. Jesus não se perturbava quando os seus seguidores não correspondiam as suas expectativas. Diferentemente de muitos pais e educadores, ele usava cada erro e dificuldade dos seus íntimos não para acusá-los e diminuí-los, mas para que revissem suas próprias histórias. O mestre da escola da vida não estava muito preocupado em corrigir os comportamentos exteriores dos mais próximos, mas empenhado em estimulá-los a pensar e a expandir a compreensão dos horizontes da vida.
Era amigo íntimo da paciência. Sabia criar uma atmosfera agradável e tranquila, mesmo quando o ambiente à sua volta era turbulento. Por isso dizia: "Aprendei de mim, pois sou manso e humilde" (Mateus 11: 29).
Sua motivação era sólida. Tudo ao seu redor conspirava contra ele, mas absolutamente nada abatia seu ânimo. Ainda não havia passado pela caos da cruz. Sua confiabilidade era tão grande que de antemão proclamava a vitória sobre uma guerra que ainda não tinha travado e que, pior ainda, enfrentaria sozinho e sem armas. Por isso, apesar de ser ele quem devia receber conforto de seus discípulos, ainda conseguia reunir forças para animá-los momentos antes de sua partida, dizendo: "Tende bom ânimo, eu venci o mundo" (João 16: 33).
[...] O mestre da escola da vida sabia das limitações humanas, sabia o quanto era difícil gerenciar nossas emoções nas situações estressantes. Tinha consciência de que facilmente erramos e nos punimos ou punimos os outros. Entretanto, ele queria de todo modo aliviar o sentimento de culpa que esmaga a emoção e criar um clima tranquilo e solidário entre os seus discípulos. Por isso, certo dia, ensinou-lhes a se interiorizarem e orarem, dizendo: "Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos aqueles que nos têm ofendido" (Mateus 6:12).
Quem vive sob o peso da culpa fere continuamente a si mesmo e torna-se seu próprio carrasco. Mas quem é radical e excessivamente crítico dos outros transforma-se num "carrasco social".
Na escola da vida não há graduação. Quem se sente "diplomado" faz perecer sua criatividade, pois vai perdendo a capacidade de ficar assombrado com os mistérios que o norteiam. Tudo se torna comum para ele, nada havendo que o anime e o instigue. Na escola da vida, o melhor aluno não é aquele que tem consciência de quanto sabe, mas de quanto não sabe. Não é aquele que proclama a sua perfeição, mas o que reconhece as suas limitações. Não é aquele que proclama a sua força, mas o que educa a sua sensibilidade.

"Jamais alguém tão grande se fez tão pequeno para nos ensinar as mais importantes lições da vida" - Esse alguém é o maior homem da história: Jesus Cristo!!!

Deus abençoe a todos em nome de Jesus!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

À caminho da morte, encontrei a Vida!


Antes de tudo, gostaria de pedir perdão a todos vocês, meus leitores, por minha ausência aqui no Blog. Mas, o Senhor, conhecedor de todas as coisas sabe dos motivos pelos quais estive ausente.
Obrigado a todos que, na minha ausência rogaram a Deus por mim!

Deus os abençoe em nome de Jesus!



No capítulo 8 do Evangelho de João, o evangelista nos relata a história de uma mulher apanhada no próprio ato de adultério e gostaria de refletir um pouco sobre essa história.

O dia estava raiando, quando, a cidade ainda tomada pelo silêncio da noite é acordada pelos gritos de uma multidão que reverberavam pelas ruas de Jerusalém... As pessoas assustadas saiam à porta para verem o que estava acontecendo e se deparavam com olhares furiosos e dedos esticados apontados para alguém que estava sendo conduzido entre eles.
Adúltera!... Dizia alguém. Prostituta!... Gritavam outros. Alguém, que do alpendre de sua casa observava o que estava acontecendo, pode ver o rosto sofrido de uma linda mulher ser esbofeteado por aqueles que representavam a Deus.
Aquelas pessoas, certas de estarem fazendo um serviço a Deus, tinham por obrigação (lei de Moisés), eliminar todos aqueles que transgredissem essa lei. Não interessa aos representantes dessa lei, quais os motivos que levaram essa mulher a cometer tal ato, mas sim, manter o bom nome da religião.
Agora imaginemos o que passava pela mente daquela miserável pecadora. Muito provavelmente, não a isentando da culpa de ter adulterado, o seu ato poderia representar uma infinidade de coisas. Quem a acolheu em seus momentos de solidão? Quem quis ouvi-la quando seu marido a desprezava como mulher? Quantas vezes ela não passou noites em claro tentando entender o porquê de as coisas não darem certas em sua vida.
E sem o direito de falar nada em sua defesa, estava ela sendo conduzida para a morte. Quantas daquelas pessoas que a acusavam não foram suas amigas de infância. E deles, nenhum olhar de misericórdia. A cada passo em direção ao centro da cidade, ela podia ver passar em sua mente um filme da sua vida. Fleches vinham em sua mente, e ela podia visualizar às vezes em que, na procura de ser acolhida, entregou nos braços de seus amores.
Bem! Não tinha mais saída. A morte seria certa. Sua história estava marcada pra ter um ponto final naquela fatídica manhã, isso se não fosse à surpresa que a aguardava em uma das esquinas da vida.
Assentado em um dessas esquinas estava um homem, que sem se preocupar com o barulho da multidão, escrevia algo no chão. Logo os acusadores daquela mulher o reconheceram e sem reservas apresentaram a ele a história daquela mulher com todos os seus detalhes. Enquanto eles falavam, ela mal podia erguer a cabeça, pois a vergonha, o medo e a humilhação a haviam submergido em suas águas turvas. Na verdade, ela não precisava de mais um acusador e muito menos de um olhar que a reprovasse novamente. 
De repente um silêncio toma conta da multidão. Ansiosos por um parecer daquele homem, os acusadores se calam. Ela sem entender nada, esperando a qualquer momento ser golpeada por uma pedra, resolve então erguer os olhos. E começando a observar o que acontecia ao seu redor ela se depara com um olhar, algo que, penetrou a sua alma. E pode sentir os seus segredos mais ocultos serem revelados. Mas não era um olhar de acusação. Os dedos daquele homem ainda estavam escrevendo algo no chão. Mas o que esperar, quando a morte é certa?
Então aquele homem se põe de pé, depois de ter ouvido todas as acusações apresentadas pela multidão e com aquele mesmo olhar penetrante, pergunta aos acusadores: Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra. Com essa pergunta, esse homem chamado Jesus, desnudou a alma daquelas pessoas lançou lhes em rosto as suas mazelas espirituais e os seus pecados mais ocultos.
Alguns ainda que murmurando ficaram sem ação e aos poucos, pode-se ouvir o barulho das pedras caindo ao chão, e um a um, desde o mais velho até o mais novo, saíram sem ter o que fazer, e tremendamente envergonhados.
Quanto à mulher, ainda cabisbaixa, sentiu uma mão tocando o seu ombro. Quando ela se endireita, ainda sendo ajuda a se levantar, Jesus a questiona: Filha, onde estão os teus acusadores? Algum deles te condenou? Ela maneando a cabeça diz que não... E o mestre prossegue: Nem eu te condeno. Vai e não peques mais...
O que Jesus escrevia no chão naquela manhã era uma nova história para a vida daquela mulher, os homens haviam colocado um ponto final, mas, o mestre da vida estava apenas virando a página e escrevendo uma história de sucesso e vitória para ela. E quanto à lei de Moisés? Jesus é a nossa lei, ou melhor, a nossa Graça e Misericórdia.

Aqui estamos nós! Muitos que estão lendo essa mensagem se encontram caídos e sem forças alguma para se levantarem. E não foi por falta de vontade, mas, todas as vezes que tentaram se por de pé, lá estavam eles, os acusadores, para lhes lançar em rosto os pecados outrora cometidos. O problema maior é que esses acusadores estão na sua grande maioria assentados nas igrejas, trajando um perfil de santidade, mas no fundo são sepulcros caiados, lindos por fora, mas por dentro carregam toda sorte de imundícia. Dizem que amam a Deus, mas não conseguem ter misericórdia pelos caídos. Dizem que são zelosos das doutrinas congregacionais, mas, na verdade nunca conheceram a Deus.
Meu querido (a), não olhe para os homens. Deles não devemos esperar nada... Olhe sim para Jesus, pois, no final de todas as coisas é Ele quem nos dará a salvação. A sua história não acaba aqui, Jesus está escrevendo uma página nova em sua vida e certamente Ele há de te levantar novamente. Creia, Ele pode e quer fazer isso!

Que Deus te abençoe em nome de Jesus!





sábado, 17 de dezembro de 2011

Contato

Aos irmãos que sempre acessam o meu blog das várias pertes do mundo, seria um prazer poder falar com os amados.
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Por que pessoas que amam a Deus, fazem coisas que desagradam a Deus?


"Estou zeloso de vós com zelo de Deus. Tenho-vos preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo." (2 Co 11: 2 e 3).

Por que pessoas que amam a Deus, fazem coisas que desagradam a Deus?

Muitos são os santos (em todo o mundo) que mesmo tendo uma vida devotada a Deus tem cometido coisas que desagradam a Deus. Não que sejam rebeldes, ou porque pecam deliberadamente contra Deus, mas sim, por se acharem impotentes diante das muitas ciladas do inimigo das nossas almas. Paulo ao escrever aos Coríntios no texto citado a cima, quis alertar a igreja de Cristo quanto as astutas ciladas do diabo. Em muitas igrejas por onde tenho passado, tenho observado a seguinte situação: Muita oração, muitos louvores, muitas revelações, mas, um tempo muito pequeno (ou quase nenhum) para a palavra de Deus. Não que essas coisas não sejam importantes no culto diário ao nosso Deus, mas, existe uma inversão de valores que tem sido prejudicial as igrejas.
Como poderemos agradar a Deus sem saber qual é a sua vontade? Como saberemos qual é a vontade de Deus se não nos relacionamos com ele através da sua palavra? Por mais espiritual e usada que a pessoa seja, se ela não conhecer a Deus por meio da Palavra, ela será presa fácil do diabo. A negligência à palavra de Deus tem feito com que muitos ministérios se corrompam e, esse é um princípio bíblico: (Provérbios 29:18) Onde não há profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei esse é bem-aventurado. De que profecia a palavra está falando senão da própria palavra de Deus!
Não existe estratégias de oração para vencer o diabo que antes não venha encabeçada pela observância da palavra de Deus. Ninguém vence o diabo somente pela oração, pelo jejum, pelas muitas campanhas, mas sim como diz a palavra de Deus em (Apocalipse 12:11) E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte. E ainda afirma o Senhor Jesus em (Marcos 12:24) Porventura não errais vós em razão de não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus?
Bem meus amados, essa era a grande preocupação de Paulo com os Coríntios, de que eles, mesmo que zelosos de Deus se desviassem por negligenciarem as astutas ciladas do diabo e desconhecrem a boa, prefeita e agradável vontgade de Deus através da sua bendita Palavra Eterna. 

Respondendo a pergunta inicial: Pessoas que amam a Deus fazem coisas que desagradam a Deus por não conhecerem a Deus por meio de sua palavra.  (Oséias 6:3)  Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra.
Que o Senhor coloque em nossos corações um desejo ardente de conhecê-lo através da sua palavra e, somente assim estaremos dispostos a rejeitar os pratos oferecidos pelo nosso inimigo... e firmes, aguardando a vinda do Senhor de vitória em vitória.




sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Batalha Espiritual



   "Uma Guerra Vencida na Cruz do Calvário"

É muito comum ouvirmos no meio evangélico o termo “Batalha Espiritual”; houve uma época na qual o tema virou “modismo”, soldados levantaram-se aos milhares e manuais de guerra foram escritos às centenas, detalhando ações, ensinando estratégias. A guerra foi travada, mas, poucos resultados positivos foram colhidos. Qual o motivo para tantos fracassos? Porque em alguns lugares funcionou e em outros não?
Um dos pontos importantes, geradores de fracassos é menosprezar o inimigo ou não conhecê-lo o suficiente. A Bíblia deixa claro, que o diabo é extremamente sagaz e poderoso, tem em suas mãos poder para fazer grandes feitos e conhece profundamente o ser humano. Ele conhece todas as chamadas estratégias de guerra e está devidamente preparado com o seu exercito para anular os possíveis ataques e pronto para um contra-ataque  eficaz  contra a igreja.
As histórias narradas em livros, vitoriosas, não se aplicam necessariamente em outras regiões ou cidades, o opositor já conhece os passos e está pronto para a resistência. É aconselhável ler tais narrativas, mas, fazer uso das mesmas práticas não é sábio.
A Batalha Espiritual, como o nome afirma, é travada no mundo espiritual e é necessário que haja homens santos e cheios do Espírito Santo, agraciados com dons (visão, revelação, profecia, etc.) para que sejam canais, através dos quais o Senhor Deus orientará o Seu exercito de servos, revelando as estratégias certas para cada ocasião, bem como, os passos do inimigo. A Batalha não é segundo a carne (“Embora andando na carne, não militamos segundo a carne.” 1Co 10.3), não é contra homens, sim, contra satanás (“Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão.” Ef 6.12; veja mais: Gn 3.15; 2Co 2.11; Tg 4.7).
Os servos chamados à guerrear precisam ser irrepreensíveis em suas ações, a santidade é uma qualidade imprescindível. Neste exército não há espaço para os chamados “crentes carnais”, ou desprovidos de compromisso verdadeiro com Deus. Aventurar-se na batalha com brechas é morte certa!
A recomendação de Paulo a Timóteo foi: “Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.” (1Tm 1.18,19). O soldado de Deus precisa manter-se firme na fé e procurar desempenhar com seriedade e zelo a missão confiada. A vigilância (“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos”. 1Co 16.13) deve ser constante, não se contaminar com o mundo, abrindo brechas através das quais o inimigo possa tocá-lo. A oração é tão importante quanto o ar que se respira (“com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”. Ef 6.18), se não houver vida de oração, a derrota está próxima.
A Batalha Espiritual engloba todos os servos que procuram vivenciar o senhorio de Cristo Jesus (Fp 1.30), não apenas alguns: “Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar.” (Ef 6.13). Mas, como já foi tratado antes, é indispensável que haja compromisso e vida santa. Os soldados são capacitados e protegidos pelo próprio Senhor a desempenharem a missão (“Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo.” Is 41.13; “Ó SENHOR, meu Deus e meu Salvador, tu me protegeste na batalha.” Sl 140.7). A força vem de Cristo! (“Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!”  2Tm 4.17,18).
A vitória na guerra vem do próprio Senhor! (“Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1Co 15.57). Não é à força do homem, não são objetos e recitações de textos que nos fará vencedores. Somos nesta batalha apenas soldados sob o comando do nosso General.
Leiam sobre o tema, os relatos edificam a fé e mostra o quão sério é o mundo espiritual, no entanto, não queiram imitar as ações descritas, sem a devida revelação do Senhor, serás motivo de gargalhadas para os dominadores das trevas. As estratégias de uma batalha espiritual são reveladas por Deus, são orientações únicas para cada localidade.

Pr. Elias R. de Oliveira

Fonte: http://www.vivos.com.br/246.htm

sábado, 26 de novembro de 2011

O último dia de vida


Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde. Também não havia dormido bem.
Teve um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.
Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lâmina de barbear. "A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher", pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.
Engoliu o café da manhã e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida.
Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos.
Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou.
Ligou o rádio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, "detalhes tão pequenos de nós dois... "Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida.
Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos.
Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.
No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde.
Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto engolia relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro.
Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou à sua mesa. "A vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso?
Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus.
Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.
Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... a dor foi aumentando... o carro desapareceu... os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmera lenta. Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas que mais
gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? Por que não foi pescar com os amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.
Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas.
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...
queria... queria... mas não deu tempo.
Como está sua vida? Qual o tempo que tem dedicado às coisas pequenas , mas importantes , da vida? E Deus , em que lugar você o coloca? Será que...?
Lembre-se , são poucas as pessoas que tem uma segunda e "nova oportunidade" de vida para mudar e... 
Pense nisso!

domingo, 20 de novembro de 2011

Confirme sua Reserva

 

Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. II S. Ped. 1:10.

Tempos atrás, um amigo meu entrou distraidamente no avião errado. Só descobriu o engano depois de ter-se ajeitado confortavelmente no assento, quando o avião estava pronto para a decolagem! Por sorte, teve tempo de sair e embarcar no avião em que devia estar.
Em 1984, Michael Lewis, estudante na Califórnia, não teve tanta sorte. Depois de uma visita de três meses à Alemanha, ele estava retornando para sua casa em Oakland, via Los Angeles. Em Los Angeles, quando um funcionário da viação aérea da Nova Zelândia anunciou o embarque para Aukland, Lewis entendeu Oakland e entrou no avião. Depois de já estar voando, Lewis descobriu o equívoco, mas era tarde para o avião retornar. Quando voltou para os Estados Unidos (nada menos que por cortesia da viação aérea da Nova Zelândia!), ele explicou que o problema era que os neo-zelandeses "falavam diferente"...
Nós sorrimos por causa do erro de Lewis. Cometer esse engano é embaraçoso, mas errar no que diz respeito ao nosso destino eterno não é nada engraçado. A Bíblia fala de pessoas que, no dia do juízo, pensarão estar "a bordo" rumo ao Céu, só para descobrir que estão chegando ao lugar errado. Lemos acerca disso em S. Mat. 25:31-46. Essas pessoas protestarão: "Senhor, Senhor! porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então [Cristo lhes dirá] explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniqüidade." S. Mat. 7:22 e 23.
Você e eu podemos evitar esse engano trágico, ao confirmar agora mesmo a nossa vocação e eleição. Isso quer dizer verificar o destino e conferir nossa reserva toda vez que o Espírito de Deus nos falar ao coração. É o Espírito Santo que nos convence quando estamos no caminho errado e, apontando o certo, diz: "Este é o caminho, andai por ele." Isa. 30:21.
Se você está sentindo o apelo do Espírito Santo ao seu coração agora mesmo, por que não verificar o destino e confirmar a sua reserva?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A morte de Jesus Cristo

 
VEJA O QUANTO ELE SOFREU POR VOCÊ
 
Relato aqui a descrição das dores de Jesus feita por um grande estudioso francês, o médico Dr. Barbet : dando a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão. "Eu sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei a fundo anatomia. Posso portanto escrever sem presunção." 
Jesus entrou em agonia no Getsemani - escreve o evangelista Lucas - orava mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas . E o faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. Se produz em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.
Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).
Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário.
Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.
Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz. Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia? Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram asterminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento.
Como aquela dor atroz não provoca uma síncope?
O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apoiam sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da mão; o nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos. De sólido provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado!
Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.
O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio. A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do
capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas.
Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se
enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Se diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.
Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio!
 
Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés.
Esforçando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.
Porque este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".
Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!
Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa.
Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleve para respirar. A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma torturaque dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida num grande brado disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E morre.
O BATISMO DE "SANGUE" DOS APÓSTOLOS
Simão Pedro: segundo a tradição foi crucificado de cabeça para baixo; André: segundo a tradição crucificado numa cruz em "X", que a partir daí levou o nome de "cruz de Santo André"; Tiago, irmão de João: decapitado (At 12:2); Tiago: segundo a tradição crucificado no Egito; Judas Tadeu: segundo a tradição martirizado na Pérsia; Felipe: segundo a tradição morreu na Frígia; Bartolomeu: segundo a tradição morreu esfolado; Mateus Levi: segundo a tradição martirizado na Etiópia; Tomé Dídimo: segundo a tradição transpassado por flechas; Simão Zelote: crucificado; Judas Iscariotes: suicidou-se após trair o seu Mestre (Mt 27:50); João: segundo a tradição o único a morrer por morte natural depois de tentarem mata-lo mergulhando-o em óleo fervente; "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos" I Jo 3:16.
E nós reclamamos de um arranhão ou de uma batida no dedinho do pé.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Gratidão


O homem por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine.
Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu um determinado objeto.
Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul.
- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?, diz ela.
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
- Quanto de dinheiro você tem?

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse:
- Isso dá?
Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
- Sabe, quero dar este presente para minha irma mais velha. Desde que morreu nossa mãe ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos.
O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.
- Tome!, disse para a garota. Leve com cuidado.
Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
- Este colar foi comprado aqui?
- Sim senhora.
- E quanto custou?
- Ah!, falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.
A moça continuou:
- Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é?
Ela não teria dinheiro para pagá-lo!
O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.
- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. ELA DEU TUDO O QUE TINHA.
O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face
emocionada da jovem enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.
"Verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições.
Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.
Seja sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém.
Gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece."

sábado, 22 de outubro de 2011

Metamorfose


E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Rom. 12:2.
A expressão traduzida como "transformai-vos", em nosso texto, vem da palavra grega metamorphoo, "mudar, transfigurar, alterar na aparência". Nossa palavra "metamorfose" é derivada dessa raiz grega. Uma das definições de metamorfose é "uma mudança acentuada que tem a ver com desenvolvimento, na forma ou estrutura de um animal (como uma borboleta ou rã), e que ocorre após o nascimento".
Minha esposa e eu gostamos de jardinagem, mas a menos que tomemos cuidado, certas criaturas que passam por metamorfose arruínam aquilo que plantamos. A natureza delas é assim. São chamadas lagartas. A maioria das pessoas despreza essas criaturas destruidoras e rastejantes. Mas quando uma lagarta passa pela metamorfose, sua natureza se altera e ela emerge da crisálida como uma linda borboleta.
Nos primeiros séculos da era cristã, a borboleta era usada como símbolo da ressurreição. A ideia era a seguinte: assim como a natureza da lagarta se transforma pelo processo da metamorfose, assim também aqueles que morrem em Cristo serão transformados de mortais para imortais pela ressurreição na Segunda Vinda (ver I Cor. 15:51-53).
Há um clube exclusivo na América, chamado Clube Lagarta; admite somente pessoas que tenham sobrevivido à queda de um avião, sem paraquedas, e que tenham vivido para contar a história. Seus membros creem que receberam uma segunda oportunidade para viver; e não é surpreendente que a lagarta seja o símbolo de sua "nova vida".
A Bíblia ensina que o povo de Deus passará por uma metamorfose por ocasião da Segunda Vinda. Se quisermos experimentar essa mudança, precisamos primeiro experimentar a metamorfose da conversão - a transformação que ocorre quando o Espírito Santo entra em nossa vida e nos torna novas criaturas em Cristo. Em ambos os casos, é o poder de Deus que entra em ação. Alguns chamam essa energia transformadora de "o poder da ressurreição" (ver Filip. 3:10).
Todos nós precisamos desse poder hoje!

A flor da honestidade


Conta-se que por volta do ano 250 a.c, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo  com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha  nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula :
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas ricas  moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu : 
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais  poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns  momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz. À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio :
- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc... O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que  se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se
preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez  mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que,independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe. Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena. Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram  as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe  esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a  cultiva e espalha claridade ao redor
- Que esta nos sirva de lição e independente de tudo e todas as situações vergonhosas que nos rodeiam , possamos ser luz para aqueles que nos cercam .
 - Aproveitem e leiam : Ef 5.9 ( pois o fruto da luz está ....) e Mt 5.16 (Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para ...)

domingo, 9 de outubro de 2011

Os Girassóis

                                                               
                                                      
Trata-se de uma flor amarela, muito grande, que gira sempre em busca do sol. E é por essa razão que é popularmente chamada de Girassol.
Quando uma pequena e frágil semente dessa flor brota em meio a outras plantas, procura imediatamente pela luz solar. É como se soubesse, instintivamente, que a claridade e o calor do sol lhe possibilitarão a vida.
E o que aconteceria à flor se a colocássemos em uma redoma bem fechada e escura? Certamente, em pouco tempo, ela morreria.
Assim como os Girassóis, nosso corpo também necessita da luz e do calor solar, da chuva e da brisa, para nos manter vivos.
Mas não é só o corpo físico que precisa de cuidados para que prossiga firme. O espírito igualmente necessita da luz divina para manter acesa a chama da esperança. Precisa do calor do afeto, da brisa da amizade, da chuva de bênçãos que vem do alto.
Todavia, é necessário que façamos esforços para respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis que nos envolvem.
Muitos de nós permitimos que os vícios abafem a nossa vontade de buscar a luz, e definhamos dia-a-dia como uma planta mirrada e sem vida.
Ou, então, nos deixamos enredar nos cipoais da preguiça e do amolentamento e ficamos a reclamar da sorte sem fazer esforços para sair da situação que nos desagrada.
É preciso que compreendamos os objetivos traçados por Deus para a elevação de seus filhos, que somos todos nós.
E para que possamos crescer de acordo com os planos divinos, o criador coloca à nossa disposição tudo o que necessitamos.
É o amparo da família, que nos oferece sustentação e segurança em todas as horas...
A presença dos amigos nos momentos de alegria ou de tristeza a nos amparar os passos e a nos impulsionar para a frente.
São as possibilidades de aprendizado que surgem a cada instante da caminhada tornando-nos mais esclarecidos e preparados para decidir qual o melhor caminho a tomar.
Mas, o que acontece conosco quando nos fechamos na redoma escura da depressão ou da melancolia e assim permanecemos por vontade própria?
É possível que em pouco tempo nossas forças esmoreçam e não nos permitam sequer gritar por socorro.
Por essa razão, devemos entender que Deus tem um plano de felicidade para cada um de nós e que, para alcançá-lo, é preciso que busquemos os recursos disponíveis.
É preciso que imitemos o Girassol. Que busquemos sempre a luz, mesmo que as trevas insistam em nos envolver.
É preciso buscar o apoio da família nos momentos em que nos sentimos fraquejar.
É preciso rogar o socorro dos verdadeiros amigos quando sentimos as nossas forças enfraquecendo.
É preciso, acima de tudo, buscar a luz divina que consola e esclarece, ampara e anima em todas as situações.
Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e o convite da depressão rondar-te a alma, imita os Girassóis e busca respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis.
Quando as dificuldades e os problemas se fizerem insuportáveis, tentando sufocar-te a disposição para a luta, lembra-te dos girassóis e busca a luz divina através da oração sincera.