Hoje, sexta-feira dia 08 de junho de 2011 me aconteceu algo que gostaria de compartilhar com vocês meus leitores e acredito que trará alguma edificação as vossas vidas assim como trouxe a minha.
Precisei fazer alguns serviços de banco após o almoço e programei a minha tarde para que eu pudesse ficar direto no centro da cidade sem ter que voltar em casa, pois, às 15h00min teria aula em uma autoescola. Terminado o serviço de banco, ainda me restava exata 1 hora até o início das aulas, então resolvi gastar o tempo ainda restante em uma praça que fica bem próxima a autoescola. Já cansado da caminhada e sem almoço até àquela hora avistei um banco onde o movimento de pessoas era bem pouco e ali me assentei, ao lado do banco havia uma figueira velha e um banheiro bem no centro dessa praça e ao lado uma placa com os seguintes dizeres: "Praça da Saudade." Nada de anormal com o nome da praça, mas um tom de ironia pairava sobre o escasso verde daquela praça, pois ela fica em frente a um cemitério.
Passados alguns minutos desde que me assentei naquele banco, resolvi então atravessar a rua e entrar pelos portões daquele cemitério, só mesmo por curiosidade, pois se tratava do cemitério mais antigo da cidade. Num primeiro momento, comecei a ler as lápides, observar as datas de nascimento e morte, as estátuas gigantescas que pareciam guardas a garantir que ninguém saísse daqueles túmulos. Foi quando me deparei com um túmulo, ao lado de um pinheiro velho coberto de coroas de flores que pareciam ter sido deixadas ali há pouco tempo com os seguintes dizeres: “Maria Cláudia, nós te amamos – homenagem de seus familiares.”
Então me aproximei e me pus a pensar: “Quanto sentimento expresso nessas flores e quão verdadeiras são essas palavras. Mas quantas vezes essa Maria Cláudia havia ouvido essas palavras em vida – TE AMO, VOCÊ É IMPORTANTE PARA MIM, NÓS GOSTAMOS DE VOCÊ?” Foi quando então, com os olhos marejando lágrimas, eu me dei conta e me questionei: “Será é preciso perder alguém que tanto amamos para então entendermos o quanto essa pessoa era importante em nossas vidas?” Entendi, que por mais corrida que esteja sendo a vida, quero viver os meus dias de maneira que as pessoas que eu amo, saibam o quanto são importantes para mim. Quero dizer que as amo, ligar quando estiverem longe, visitar quando der e quando não der também e quanto às flores, quero mandar nos dias festivos: “aniversário, datas especiais” e não no dia de finados, pois certo é, que a memória de quem morre é dada ao esquecimento ("Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento." Eclesiastes 9:5) e o que nos resta é o hoje, o presente, pois, fora a isso nos restará somente a saudade, assim como o nome da praça: "Praça da Saudade."
Precisei fazer alguns serviços de banco após o almoço e programei a minha tarde para que eu pudesse ficar direto no centro da cidade sem ter que voltar em casa, pois, às 15h00min teria aula em uma autoescola. Terminado o serviço de banco, ainda me restava exata 1 hora até o início das aulas, então resolvi gastar o tempo ainda restante em uma praça que fica bem próxima a autoescola. Já cansado da caminhada e sem almoço até àquela hora avistei um banco onde o movimento de pessoas era bem pouco e ali me assentei, ao lado do banco havia uma figueira velha e um banheiro bem no centro dessa praça e ao lado uma placa com os seguintes dizeres: "Praça da Saudade." Nada de anormal com o nome da praça, mas um tom de ironia pairava sobre o escasso verde daquela praça, pois ela fica em frente a um cemitério.
Passados alguns minutos desde que me assentei naquele banco, resolvi então atravessar a rua e entrar pelos portões daquele cemitério, só mesmo por curiosidade, pois se tratava do cemitério mais antigo da cidade. Num primeiro momento, comecei a ler as lápides, observar as datas de nascimento e morte, as estátuas gigantescas que pareciam guardas a garantir que ninguém saísse daqueles túmulos. Foi quando me deparei com um túmulo, ao lado de um pinheiro velho coberto de coroas de flores que pareciam ter sido deixadas ali há pouco tempo com os seguintes dizeres: “Maria Cláudia, nós te amamos – homenagem de seus familiares.”
Então me aproximei e me pus a pensar: “Quanto sentimento expresso nessas flores e quão verdadeiras são essas palavras. Mas quantas vezes essa Maria Cláudia havia ouvido essas palavras em vida – TE AMO, VOCÊ É IMPORTANTE PARA MIM, NÓS GOSTAMOS DE VOCÊ?” Foi quando então, com os olhos marejando lágrimas, eu me dei conta e me questionei: “Será é preciso perder alguém que tanto amamos para então entendermos o quanto essa pessoa era importante em nossas vidas?” Entendi, que por mais corrida que esteja sendo a vida, quero viver os meus dias de maneira que as pessoas que eu amo, saibam o quanto são importantes para mim. Quero dizer que as amo, ligar quando estiverem longe, visitar quando der e quando não der também e quanto às flores, quero mandar nos dias festivos: “aniversário, datas especiais” e não no dia de finados, pois certo é, que a memória de quem morre é dada ao esquecimento ("Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento." Eclesiastes 9:5) e o que nos resta é o hoje, o presente, pois, fora a isso nos restará somente a saudade, assim como o nome da praça: "Praça da Saudade."
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há." ( Pais e Filhos: Legião Urbana)
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