terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

À caminho da morte, encontrei a Vida!


Antes de tudo, gostaria de pedir perdão a todos vocês, meus leitores, por minha ausência aqui no Blog. Mas, o Senhor, conhecedor de todas as coisas sabe dos motivos pelos quais estive ausente.
Obrigado a todos que, na minha ausência rogaram a Deus por mim!

Deus os abençoe em nome de Jesus!



No capítulo 8 do Evangelho de João, o evangelista nos relata a história de uma mulher apanhada no próprio ato de adultério e gostaria de refletir um pouco sobre essa história.

O dia estava raiando, quando, a cidade ainda tomada pelo silêncio da noite é acordada pelos gritos de uma multidão que reverberavam pelas ruas de Jerusalém... As pessoas assustadas saiam à porta para verem o que estava acontecendo e se deparavam com olhares furiosos e dedos esticados apontados para alguém que estava sendo conduzido entre eles.
Adúltera!... Dizia alguém. Prostituta!... Gritavam outros. Alguém, que do alpendre de sua casa observava o que estava acontecendo, pode ver o rosto sofrido de uma linda mulher ser esbofeteado por aqueles que representavam a Deus.
Aquelas pessoas, certas de estarem fazendo um serviço a Deus, tinham por obrigação (lei de Moisés), eliminar todos aqueles que transgredissem essa lei. Não interessa aos representantes dessa lei, quais os motivos que levaram essa mulher a cometer tal ato, mas sim, manter o bom nome da religião.
Agora imaginemos o que passava pela mente daquela miserável pecadora. Muito provavelmente, não a isentando da culpa de ter adulterado, o seu ato poderia representar uma infinidade de coisas. Quem a acolheu em seus momentos de solidão? Quem quis ouvi-la quando seu marido a desprezava como mulher? Quantas vezes ela não passou noites em claro tentando entender o porquê de as coisas não darem certas em sua vida.
E sem o direito de falar nada em sua defesa, estava ela sendo conduzida para a morte. Quantas daquelas pessoas que a acusavam não foram suas amigas de infância. E deles, nenhum olhar de misericórdia. A cada passo em direção ao centro da cidade, ela podia ver passar em sua mente um filme da sua vida. Fleches vinham em sua mente, e ela podia visualizar às vezes em que, na procura de ser acolhida, entregou nos braços de seus amores.
Bem! Não tinha mais saída. A morte seria certa. Sua história estava marcada pra ter um ponto final naquela fatídica manhã, isso se não fosse à surpresa que a aguardava em uma das esquinas da vida.
Assentado em um dessas esquinas estava um homem, que sem se preocupar com o barulho da multidão, escrevia algo no chão. Logo os acusadores daquela mulher o reconheceram e sem reservas apresentaram a ele a história daquela mulher com todos os seus detalhes. Enquanto eles falavam, ela mal podia erguer a cabeça, pois a vergonha, o medo e a humilhação a haviam submergido em suas águas turvas. Na verdade, ela não precisava de mais um acusador e muito menos de um olhar que a reprovasse novamente. 
De repente um silêncio toma conta da multidão. Ansiosos por um parecer daquele homem, os acusadores se calam. Ela sem entender nada, esperando a qualquer momento ser golpeada por uma pedra, resolve então erguer os olhos. E começando a observar o que acontecia ao seu redor ela se depara com um olhar, algo que, penetrou a sua alma. E pode sentir os seus segredos mais ocultos serem revelados. Mas não era um olhar de acusação. Os dedos daquele homem ainda estavam escrevendo algo no chão. Mas o que esperar, quando a morte é certa?
Então aquele homem se põe de pé, depois de ter ouvido todas as acusações apresentadas pela multidão e com aquele mesmo olhar penetrante, pergunta aos acusadores: Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra. Com essa pergunta, esse homem chamado Jesus, desnudou a alma daquelas pessoas lançou lhes em rosto as suas mazelas espirituais e os seus pecados mais ocultos.
Alguns ainda que murmurando ficaram sem ação e aos poucos, pode-se ouvir o barulho das pedras caindo ao chão, e um a um, desde o mais velho até o mais novo, saíram sem ter o que fazer, e tremendamente envergonhados.
Quanto à mulher, ainda cabisbaixa, sentiu uma mão tocando o seu ombro. Quando ela se endireita, ainda sendo ajuda a se levantar, Jesus a questiona: Filha, onde estão os teus acusadores? Algum deles te condenou? Ela maneando a cabeça diz que não... E o mestre prossegue: Nem eu te condeno. Vai e não peques mais...
O que Jesus escrevia no chão naquela manhã era uma nova história para a vida daquela mulher, os homens haviam colocado um ponto final, mas, o mestre da vida estava apenas virando a página e escrevendo uma história de sucesso e vitória para ela. E quanto à lei de Moisés? Jesus é a nossa lei, ou melhor, a nossa Graça e Misericórdia.

Aqui estamos nós! Muitos que estão lendo essa mensagem se encontram caídos e sem forças alguma para se levantarem. E não foi por falta de vontade, mas, todas as vezes que tentaram se por de pé, lá estavam eles, os acusadores, para lhes lançar em rosto os pecados outrora cometidos. O problema maior é que esses acusadores estão na sua grande maioria assentados nas igrejas, trajando um perfil de santidade, mas no fundo são sepulcros caiados, lindos por fora, mas por dentro carregam toda sorte de imundícia. Dizem que amam a Deus, mas não conseguem ter misericórdia pelos caídos. Dizem que são zelosos das doutrinas congregacionais, mas, na verdade nunca conheceram a Deus.
Meu querido (a), não olhe para os homens. Deles não devemos esperar nada... Olhe sim para Jesus, pois, no final de todas as coisas é Ele quem nos dará a salvação. A sua história não acaba aqui, Jesus está escrevendo uma página nova em sua vida e certamente Ele há de te levantar novamente. Creia, Ele pode e quer fazer isso!

Que Deus te abençoe em nome de Jesus!





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